terça-feira, 10 de janeiro de 2017
A RAPOSA E O CORVO
Um dia um corvo estava pousado no galho de uma árvore com um pedaço de queijo no bico quando passou uma raposa. Vendo o corvo com o queijo, a raposa logo começou a matutar um jeito de se apoderar do queijo. Com esta idéia na cabeça, foi para debaixo da árvore, olhou para cima e disse:
-Que pássaro magnífico avisto nessa árvore! Que beleza estonteante! Que cores maravilhosas! Será que ele tem uma voz suave para combinar com tanta beleza! Se tiver, não há dúvida de que deve ser proclamado rei dos pássaros.
Ouvindo aquilo o corvo ficou que era pura vaidade. Para mostrar à raposa que sabia cantar, abriu o bico e soltou um sonoro “Cróóó!” . O queijo veio abaixo, claro, e a raposa abocanhou ligeiro aquela delícia, dizendo:
-Olhe, meu senhor, estou vendo que voz o senhor tem. O que não tem é inteligência!
Moral: cuidado com quem muito elogia.
O LOBO E A CABRA
Um lobo viu uma cabra pastando em cima de um rochedo escarpado e, como não tinha condições de subir até lá, resolveu convencer a cabra a vir mais para baixo.
– Minha senhora, que perigo! – disse ele numa voz amistosa. – Não seja imprudente, desça daí! Aqui embaixo está cheio de comida, uma comida muito mais gostosa.
Mas a cabra conhecia os truques do esperto lobo.
– Para o senhor, tanto faz se a relva que eu como é boa ou ruim! O que o senhor quer é me comer!
Moral: Cuidado quando um inimigo dá um conselho amigo.
sexta-feira, 6 de janeiro de 2017
Os 3 Leões
Numa determinada floresta havia 3 leões.
Um dia o macaco, representante eleito dos animais súditos, fez uma reunião com toda a bicharada da floresta e disse:
- Nós, os animais, sabemos que o leão é o rei dos animais, mas há uma dúvida no ar:
existem 3 leões fortes. Ora, a qual deles nós devemos prestar homenagem? Quem, dentre eles, deverá ser o nosso rei?
Os 3 leões souberam da reunião e comentaram entre si:
- É verdade, a preocupação da bicharada faz sentido, uma floresta não pode ter 3 reis, precisamos saber qual de nós será o escolhido.
Mas como descobrir ?
Essa era a grande questão: lutar entre si eles não queriam, pois eram muito amigos.
O impasse estava formado.
De novo, todos os animais se reuniram para discutir uma solução para o caso. Depois de usarem técnicas de reuniões do tipo brainstorming, etc. eles tiveram uma idéia excelente. O macaco se encontrou com os 3 felinos e contou o que eles decidiram:
- Bem, senhores leões, encontramos uma solução desafiadora para o problema. A solução está na Montanha Difícil.
- Montanha Difícil ? Como assim ?
- É simples, ponderou o macaco. Decidimos que vocês 3 deverão escalar a Montanha Difícil. O que atingir o pico primeiro será consagrado o rei dos reis.
A Montanha Difícil era a mais alta entre todas naquela imensa floresta. O desafio foi aceito. No dia combinado, milhares de animais cercaram a Montanha para assistir a grande escalada.
O primeiro tentou. Não conseguiu. Foi derrotado.
O segundo tentou. Não conseguiu. Foi derrotado.
O terceiro tentou. Não conseguiu. Foi derrotado.
Os animais estavam curiosos e impacientes, afinal, qual deles seria o rei, uma vez que os 3 foram derrotados ? Foi nesse momento que uma águia sábia, idosa na idade e grande em sabedoria, pediu a palavra:
- Eu sei quem deve ser o rei!!! Todos os animais fizeram um silêncio de grande expectativa. - A senhora sabe, mas como? todos gritaram para a Águia. - É simples, - confessou a sábia águia, - eu estava voando entre eles, bem de perto e, quando eles voltaram fracassados para o vale, eu escutei o que cada um deles disse para a montanha.
O primeiro leão disse: - Montanha, você me venceu!
O segundo leão disse: - Montanha, você me venceu!
O terceiro leão também disse: - Montanha, você me venceu, por enquanto! Mas você, montanha, já atingiu seu tamanho final, e eu ainda estou crescendo.
- A diferença, - completou a águia, - é que o terceiro leão teve uma atitude de vencedor diante da derrota e quem pensa assim é maior que seu problema: é rei de si mesmo, está preparado para ser rei dos outros.
Os animais da floresta aplaudiram entusiasticamente ao terceiro leão que foi coroado rei entre os reis.
MORAL DA HISTÓRIA: Não importa o tamanho de seus problemas ou dificuldades que você tenha; seus problemas, pelo menos na maioria das vezes, já atingiram o clímax, já estão no nível máximo - mas você não. Você ainda está crescendo. Você é maior que todos os seus problemas juntos. Você ainda não chegou ao limite de seu potencial e performance. A Montanha das Dificuldades tem tamanho fixo, limitado.
Abrindo a Porta...
Numa terra em guerra, havia um rei que causava espanto.
Cada vez que fazia prisioneiros, não os matava, levava-os a uma sala, que tinha um grupo de arqueiros em um canto e uma imensa porta de ferro do outro, na qual haviam gravadas figuras de caveiras.
Nesta sala ele os fazia ficar em círculo, e então dizia:
- Vocês podem escolher morrer flechados por meus arqueiros, ou passarem por aquela porta e por mim lá serem trancados.
Todos os que por ali passaram, escolhiam serem mortos pelos arqueiros.
Ao término da guerra, um soldado que por muito tempo servira o rei, disse-lhe:
Senhor, posso lhe fazer uma pergunta?
- Diga, soldado.
- O que havia por trás da assustadora porta?
- Vá e veja.
O soldado então a abre vagarosamente, e percebe que a medida que o faz, raios de sol vão adentrando e clareando o ambiente, até que totalmente aberta, nota que a porta levava a um caminho que sairia rumo a liberdade.
O soldado admirado apenas olha seu rei que diz:
Eu dava a eles a escolha, mas preferiram morrer a arriscar abrir esta porta.
Quantas portas deixamos de abrir pelo medo de arriscar ?
Quantas vezes perdemos a liberdade, apenas por sentirmos medo de abrir a porta de nossos sonhos?
ABRA A PORTA DOS SEUS SONHOS, CORRA ATRÁS DELES E NÃO DEIXE FICAR SÓ NA IMAGINAÇÃO.
Um Punhado de Sal...
"O velho Mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal em um copo d'água e bebesse.
- Qual é o gosto? - perguntou o Mestre.
- Ruim. - disse o jovem sem pensar duas vezes.
O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse junto com ele ao lago. Os dois caminharam em silêncio, e quando chegaram lá o mestre mandou que o jovem jogasse o sal no lago. O jovem então fez como o mestre disse.
Logo após o velho disse:
- Beba um pouco dessa água.
O jovem assim o fez e enquanto a água escorria do queixo do jovem o Mestre perguntou:
- Qual é o gosto?
- Bom! - o jovem disse sem pestanejar.
- Você sente o gosto do sal? - perguntou o Mestre.
- Não. - disse o jovem.
O Mestre então sentou ao lado do jovem, pegou em suas mãos e disse:
- A dor na vida de uma pessoa não muda. Mas o sabor da dor depende de onde a colocamos. Quando você sentir dor, a única coisa que você deve fazer é aumentar o sentido de tudo o que está a sua volta. É dar mais valor ao que você tem em detrimento ao que ao que você perdeu. Em outras palavras: É deixar de ser copo, para tornar-se um Lago."
quinta-feira, 5 de janeiro de 2017
"Honra" e "Coração"
Homem recolhia bebês abortados para os sepultar, mas depois descobriram sua verdadeira intenção.
O aborto é um assunto muito polêmico, mas a verdade é que mulheres do mundo inteiro, pelas mais variadas razões, continuam a se desfazer dos filhos. O homem que se segue não conseguiu ficar indiferente a essa situação, e resolveu fazer algo muito comovente.
Tong Phuoc Phuc é um vietnamita que há mais de 15 anos tomou para si o trabalho de sepultar apropriadamente todos os bebês que são abortados em uma clínica de sua cidade. Tudo começou em 2001, quando sua própria mulher ficou grávida. Juntos foram ao hospital e, durante todos os dias que estiveram esperando que o bebê nascesse, ele se deu conta que muitas outras mulheres grávidas entravam em um quarto e saíam sem seus bebês. – “Mas o que está acontecendo aqui?”, se perguntou.
Depois de um tempo ele finalmente descobriu o que ocorria e ficou com o coração tão dilacerado que não conseguiu evitar o choro. A ideia de que crianças eram abortadas sem a mínima oportunidade de vir a este mundo lhe doía muito e, então, decidiu perguntar se talvez pudesse levar os corpos dos bebês mortos para, ao menos, lhes dar um enterro apropriado.
O ex-trabalhador da construção civil pegou suas economias de anos e comprou um terreno no topo de uma colina chamada Hon Thom, na cidade de Nha Trang, no sudeste do Vietnã, e começou a sepultá-los, um por um, como correspondia.
No princípio, sua mulher achou que ele havia enlouquecido, mas Tong não renunciou a sua tarefa auto-imposta e desde então este homem sepultou mais de 10.000 bebês.
No entanto, o que ninguém sabia até então, era sua verdadeira intenção: gerar consciência para salvar a vida dessas crianças. Dizem que seu cemitério não é só um lugar de tristeza, senão que um jardim feito para tocar o coração das mulheres que estão duvidando de suas gravidezes.
Assim, as mães que não tinham os meios para dar a luz, foram se aproximando de Tong em busca de ajuda. O homem passou de ser um cavador de sepulturas infantis, a um salvador de vidas.
O que ele fez? Começou a adotar as crianças com a ideia de que, quando as mães possam (arrumem um trabalho, aceitação da família, etc.), venham buscá-los para então criá-los com dignidade. E, se não retornarem, ele mesmo cria e educa. Hoje em dia, Tong alberga mais de 100 crianças em seu lar.
Como não é possível lembrar o nome de todos, ele inventou uma forma fácil de chamá-los. Os meninos são chamados de Honra, e as meninas, Coração. No entanto, este pai não trata as crianças como se fossem a de um lar adotivo, ele os vê realmente como seus próprios filhos.
Criar e cuidar de crianças é obviamente uma enorme tarefa, mas Tong ama seu papel de pai.
– “Continuarei este trabalho até o dia que morra, e espero que meus filhos sigam fazendo o mesmo uma vez que eu já não esteja neste mundo”, assinalou este incrível e bondoso ser humano.
O aborto é um assunto muito polêmico, mas a verdade é que mulheres do mundo inteiro, pelas mais variadas razões, continuam a se desfazer dos filhos. O homem que se segue não conseguiu ficar indiferente a essa situação, e resolveu fazer algo muito comovente.
Tong Phuoc Phuc é um vietnamita que há mais de 15 anos tomou para si o trabalho de sepultar apropriadamente todos os bebês que são abortados em uma clínica de sua cidade. Tudo começou em 2001, quando sua própria mulher ficou grávida. Juntos foram ao hospital e, durante todos os dias que estiveram esperando que o bebê nascesse, ele se deu conta que muitas outras mulheres grávidas entravam em um quarto e saíam sem seus bebês. – “Mas o que está acontecendo aqui?”, se perguntou.
Depois de um tempo ele finalmente descobriu o que ocorria e ficou com o coração tão dilacerado que não conseguiu evitar o choro. A ideia de que crianças eram abortadas sem a mínima oportunidade de vir a este mundo lhe doía muito e, então, decidiu perguntar se talvez pudesse levar os corpos dos bebês mortos para, ao menos, lhes dar um enterro apropriado.
O ex-trabalhador da construção civil pegou suas economias de anos e comprou um terreno no topo de uma colina chamada Hon Thom, na cidade de Nha Trang, no sudeste do Vietnã, e começou a sepultá-los, um por um, como correspondia.
No princípio, sua mulher achou que ele havia enlouquecido, mas Tong não renunciou a sua tarefa auto-imposta e desde então este homem sepultou mais de 10.000 bebês.
No entanto, o que ninguém sabia até então, era sua verdadeira intenção: gerar consciência para salvar a vida dessas crianças. Dizem que seu cemitério não é só um lugar de tristeza, senão que um jardim feito para tocar o coração das mulheres que estão duvidando de suas gravidezes.
Assim, as mães que não tinham os meios para dar a luz, foram se aproximando de Tong em busca de ajuda. O homem passou de ser um cavador de sepulturas infantis, a um salvador de vidas.
O que ele fez? Começou a adotar as crianças com a ideia de que, quando as mães possam (arrumem um trabalho, aceitação da família, etc.), venham buscá-los para então criá-los com dignidade. E, se não retornarem, ele mesmo cria e educa. Hoje em dia, Tong alberga mais de 100 crianças em seu lar.
Como não é possível lembrar o nome de todos, ele inventou uma forma fácil de chamá-los. Os meninos são chamados de Honra, e as meninas, Coração. No entanto, este pai não trata as crianças como se fossem a de um lar adotivo, ele os vê realmente como seus próprios filhos.
Criar e cuidar de crianças é obviamente uma enorme tarefa, mas Tong ama seu papel de pai.
– “Continuarei este trabalho até o dia que morra, e espero que meus filhos sigam fazendo o mesmo uma vez que eu já não esteja neste mundo”, assinalou este incrível e bondoso ser humano.
terça-feira, 3 de janeiro de 2017
A BONECA E A ROSA BRANCA
Apressada, entrei em um shopping para comprar alguns presentes de última hora para o Natal. Olhei para toda aquela gente ao meu redor e pensei: “Ficarei aqui uma eternidade, com tantas coisas para fazer!” Entrei numa loja de brinquedos. Mais uma vez me surpreendi reclamando sobre os preços. Perguntei-me se os meus netos realmente brincariam coma aquilo. Parti para a seção de bonecas. Numa esquina encontrei um menino de aproximadamente sete anos, segurando uma boneca. Estava tocando seus cabelos e a segurava com muito carinho. Fixando-o, perguntava-me para quem seria a boneca que ele segurava com tanto apreço, quando dele se aproximou uma mulher. O
menino lhe perguntou:
– Será que tenho dinheiro suficiente?
A mulher lhe falou, impaciente:
– Você sabe que não tem dinheiro suficiente para comprá-la.
O menino continuou segurando a boneca. Depois de um tempo, aproximei-me e lhe perguntei para quem era a boneca. Ele respondeu:
– Esta é a boneca que minha irmãzinha tanto queria ganhar no Natal. Ela estava certa de que Papai Noel iria trazê-la.
Eu disse ao menino que o Papai Noel a traria. Ele retrucou:
– Não, Papai Noel não pode ir onde minha irmãzinha está. Eu tenho que entregá-la à minha mãe para que ela a leve até ela.
Perguntei-lhe onde estava sua irmã. O menino, com uma feição triste, falou:
– Ela foi para o céu. Meu pai me disse que a mamãe irá encontrar-se com ela. Pedi ao papai para não deixar a mamãe ir agora. Ela precisa esperar até que eu volte com a boneca.
O menino me perguntou se eu gostaria de ver a sua foto e respondi que sim. Então, ele tirou do seu bolso algumas fotografias que tinham sido tiradas em frente ao shopping, e me disse:
– Vou pedir pro papai levar estas fotos para que minha mãe nunca se esqueça de mim. Gosto muito da minha mãe, não queria que ela partisse. Mas o papai disse que ela tem que ir encontrar a minha irmãzinha.
O menino abaixou a cabeça e calou-se. Enquanto ele não olhava, coloquei a mão na minha carteira e retirei algumas notas e misturei com as dele. Pedi ao menino para que contasse o dinheiro. Ele se entusiasmou muito e comentou:
– Eu sei que é suficiente, porque acabei de pedir a Deus que me desse dinheiro para eu comprar esta boneca para a mamãe levar para minha irmãzinha. Ele ouviu minha oração. Eu queria pedir-Lhe dinheiro para comprar uma rosa branca para a minha mãe também, mas não tive coragem. Mas Ele acaba de me dar o bastante para a boneca da minha irmãzinha, e para a rosa da minha mãe. Ela gosta muito de rosas brancas…
Enquanto eu terminava as minhas compras, com um espírito muito diferente de quando havia começado, não conseguia deixar de pensar naquele menino. Segui pensando numa história que havia lido dias antes num jornal, a respeito de um acidente, causado por um condutor alcoolizado, no qual uma menininha falecera e sua mãe ficara em estado grave. A família estava discutindo se deveria ou não manter a mulher com vida artificial. Logo me dei conta de que aquele menino pertencia a essa família.
Dois dias mais tarde li no jornal que a mulher do acidente havia sido removida das máquinas que a mantinham viva. Não conseguia tirar o menino da minha mente.
Mais tarde comprei um buquê de rosas brancas e as levei ao funeral onde estava o corpo da mulher. E ali estava: a mulher do jornal, com uma rosa branca em uma de suas mãos, uma linda boneca na outra, e a foto de seu filho.
Marcelo de Toledo
menino lhe perguntou:
– Será que tenho dinheiro suficiente?
A mulher lhe falou, impaciente:
– Você sabe que não tem dinheiro suficiente para comprá-la.
O menino continuou segurando a boneca. Depois de um tempo, aproximei-me e lhe perguntei para quem era a boneca. Ele respondeu:
– Esta é a boneca que minha irmãzinha tanto queria ganhar no Natal. Ela estava certa de que Papai Noel iria trazê-la.
Eu disse ao menino que o Papai Noel a traria. Ele retrucou:
– Não, Papai Noel não pode ir onde minha irmãzinha está. Eu tenho que entregá-la à minha mãe para que ela a leve até ela.
Perguntei-lhe onde estava sua irmã. O menino, com uma feição triste, falou:
– Ela foi para o céu. Meu pai me disse que a mamãe irá encontrar-se com ela. Pedi ao papai para não deixar a mamãe ir agora. Ela precisa esperar até que eu volte com a boneca.
O menino me perguntou se eu gostaria de ver a sua foto e respondi que sim. Então, ele tirou do seu bolso algumas fotografias que tinham sido tiradas em frente ao shopping, e me disse:
– Vou pedir pro papai levar estas fotos para que minha mãe nunca se esqueça de mim. Gosto muito da minha mãe, não queria que ela partisse. Mas o papai disse que ela tem que ir encontrar a minha irmãzinha.
O menino abaixou a cabeça e calou-se. Enquanto ele não olhava, coloquei a mão na minha carteira e retirei algumas notas e misturei com as dele. Pedi ao menino para que contasse o dinheiro. Ele se entusiasmou muito e comentou:
– Eu sei que é suficiente, porque acabei de pedir a Deus que me desse dinheiro para eu comprar esta boneca para a mamãe levar para minha irmãzinha. Ele ouviu minha oração. Eu queria pedir-Lhe dinheiro para comprar uma rosa branca para a minha mãe também, mas não tive coragem. Mas Ele acaba de me dar o bastante para a boneca da minha irmãzinha, e para a rosa da minha mãe. Ela gosta muito de rosas brancas…
Enquanto eu terminava as minhas compras, com um espírito muito diferente de quando havia começado, não conseguia deixar de pensar naquele menino. Segui pensando numa história que havia lido dias antes num jornal, a respeito de um acidente, causado por um condutor alcoolizado, no qual uma menininha falecera e sua mãe ficara em estado grave. A família estava discutindo se deveria ou não manter a mulher com vida artificial. Logo me dei conta de que aquele menino pertencia a essa família.
Dois dias mais tarde li no jornal que a mulher do acidente havia sido removida das máquinas que a mantinham viva. Não conseguia tirar o menino da minha mente.
Mais tarde comprei um buquê de rosas brancas e as levei ao funeral onde estava o corpo da mulher. E ali estava: a mulher do jornal, com uma rosa branca em uma de suas mãos, uma linda boneca na outra, e a foto de seu filho.
Marcelo de Toledo
segunda-feira, 2 de janeiro de 2017
Então ele chegou 2017
Achei q essa mensagem disse tudo o que eu queria e não achava as palavras... Feliz 2017 p vcs, p mim, p nós...
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